PL 14:25
|
sábado, outubro 08, 2005
Abençoado......é de facto uma benção ter podido assistir a dois grandes concertos em apenas 15 dias. O primeiro, de Cult of Luna, já aqui contado na primeira pessoa. O segundo, o de Nile, no passado dia 2 de Outubro...

Aqui fica um aflorar de memória a um dos momentos brutais do ano de 2005.
É certo e sabido que os Nile são das bandas de death metal realmente únicas dos últimos anos, ainda que contidos no espectro mais brutal e técnico. É também certo que a alteração de última hora do local do concerto e o preço do bilhete (21€) foram um balde de água fria (ou quente) para muita gente.
Mas tudo isto perde valor, ou importância, quando estamos perante a certeza que o que assistimos é um grande momento de música pesada, feito pelos melhores. Não só estamos a falar de músicos que tocam melhor que 98% dos outros que por ali passaram, como também estamos a falar do que de melhor se compõe a nível de agressividade musical.
A passarem pelo (até agora) ponto mais alto da sua carreira, o quarteto liderado pelos senhores Karl Sanders e Dallas Toler-Wade desafiou as leis da velocidade das falanges e "distribuiu depressões" a qualquer aspirante a guitarrista.
Passando pela obra-prima "In their Darkened Shrines", baseando-se no novo "Annihilation of th Wicked" e revisitando os anteriores "Black Seeds of Vengeance" ou "Amongst the Catacombs of Nephren-Ka", terminaram num supra momento de brutalidade com o
encore Black Seeds of Vengeance.
Um concerto que valeu por tudo... tendo eu tido o meu primeiro orgasmo musical do concerto logo aos primeiros 30 segundos da abertura com
The Blessed Dead. Destaque ainda para a abertura dos portugueses Necrose e Goldenpyre cujo concerto falhei; e ainda os brasileiros Fleshgrinder que apresentaram um
death/grind com graves problemas sonoros mas ainda assim com uns pózinhos dos "defuntos" Carcass. Já os In-Quest mostraram dinâmica, agressividade, e uma atitude muito
Pantera do seu vocalista, com tudo isto assente num death metal com técnica mas também com muito
core.
Playlist da semanaOpeth "Ghost Reveries"
Nile
todosInThyFlesh "Crawl Beneath Our Shadow"
In Flames "In Live We Trust"
My Dying Bride "Voice of the Wretched"
Akercocke "Words that Go Unspoken, Words that Go Undone"
fotos: Pedro Félix da Costa
PL 15:26
|
domingo, outubro 02, 2005
Serenidade vulcânica: pode parecer estranho escrever sobre Sigur Rós depois de toda esta escrita metálica mas... porque não? O último trabalho intitula-se
Takk. Para quem não ouviu os dois últimos discos (
Agaetis Byrjun e ( )) tantas vezes como eu pode até parecer que não há muitas diferenças mas, na verdade há. Não no conceito. Não nas instrumentalizações. Nas letras não faço ideia (o islandês e o dialecto próprio que usam não me são muito familiares). As diferenças não estão nas partes mas sim no todo. É um álbum onde não se sente uma obscuridade por vezes latente nos anteriores.
Takk é um conjunto de belas melodias, como sempre, mas por onde circula serenidade, epicidade e muita esperança. Isso mesmo. Não quero ser melodramático mas, na verdade acho que é sobretudo essa a diferença - a esperança. A felicidade está inerente ao aconchego das músicas. Entendo este disco como um manifesto! É quase como um grito de esperança na humanidade (não querendo ser melodramático claro!) recheado de calma mas também de irreverência quase infantil (na faixa Sé Lest presencia-se um ambiente quase circense!)! É um trabalho puro, límpido e perfeito. Estamos, sem dúvida, perante outra enormidade musical, uma obra-prima absolutamente genial, como, aliás, os
Sigur Rós nos vêm habituando desde sempre! Anseio assistir a um novo concerto destes fantásticos islandeses e espero que venham até aqui ao coliseu ainda este ano!
Alexandre 21:55
|
Falar de música?..
...fale-se de música!!
"24 Hour Party People" é O FILME.
James Coogan é Tony Wilson, director, manager, caça-talentos de bandas como Sex-Pistols e New Order, Joy Division, Happy Mondays e um dos fundadores da Manchester do rock.
Em jeito de documentário ora verídico ora baseado, a história percorre desde os míticos concertos locais com menos de 50 espectadores, até ao auge da mítica Factory, centro cultural e de culto; local moral no nascimento da música pop/punk (??).
A personagem de Tony está genial do primeiro ao último minuto: desde as citações aos contratos em cima de um guardanapo em que todas as bandas eram livres de fazer o que quisessem; desde gastar 30 mil libras numa mesa para o escritório, até ser apanhado numa excelente cena de
blow job pela mulher...que personagem!!!
Há ainda a mítica cena em que os irmãos Rider dos Happy Mondays (se não estou em erro), dão pão com veneno de rato a 3.000 pombos, e é ver uma chuva curiosa na cidade de Manchester.
Nunca um filme captou a tanto a essência
Manchester...
Há filmes
cannábicos mas este deu para ficar com uma grande grande moca.
What pot is this?!GENIAL!!
PL 15:48
|
sábado, outubro 01, 2005
WOW!!!....
... Em pouco mais de dois dias fico a saber que os
Nile vão afinal tocar no Hard Club, ao invés do previsto que era tocarem no Colinas Bar em Albergaria-a-Velha. Um concerto que se espera brutal e no qual espero marcar presença em mais uma dispendiosa mas valorosa noite.

A outra genial notícia que me chega é nada mais, nada menos do que a reunião dos
Emperor em dois festivais no ano de 2006, a banda de black metal mais genial de todos os tempos. Ao que parece vai ser na vila alemã de Wacken e no festival norueguês Inferno. Apenas se lhes exige mais uma tourneézinha...

O destaque aúdio vai inteiramente para o novíssimo de
Opeth, "Ghost Reveries". Ainda não completamente dissecado e digerido, o álbum introduz-nos como novidade a presença dos teclados de Per Wiberg, e define-se um pouco como uma extensão mais progressiva e talvez calma daquilo que tem vindo sendo feito por estes suecos.
Passamos frequentemente de referências a álbuns como "Still Life", "Blackwater Park" e "Deliverance" para a incontornável nova realidade da banda, o seu último "Damnation".
Os Opeth são por excelência a banda de prog rock que melhor toca Death Metal e que mais excelência tem passado pelo mundo da música.
"Ghost Reveries" sendo um passo atrás na crueza e brutalidade da banda, é no entanto, um passo à frente na diversidade musical e na afirmação dos Opeth como um dos pilares da música mundial do novo século.
Bem, vou tratar de ir ver Nile!