segunda-feira, julho 26, 2004Deem-me algo alternativo .... deem-me algo como já se viu, viva .. !Domingo, 2 da tarde, o lugar é o meu carro, a estação é a Antena 3. O que é que eu vou ouvir, uma versão Big Band, de "Creep" dos Radiohead, quem é que se atreve a tal proeza ? Um homem, por sinal com boa disposição .... Richard Cheese. Este homem pelos vistos é um coverman, e o que faz fa-lo bem. Vai no 3º cd de covers, e os nomes dos "coverados" passam desde Slayer a Britney Spear, de Jet a Cypress Hill, covers de Hit´s em estilo Big Band, o que dá um prisma diferente sem duvida á musica, num estilo Frank Sinatra, um misto de Jazz, Bossanova, Big Band Style, simplesmente viciante. Aconselho a audição deste fenómeno, podem ouvir umas amostras em www.iloverichardcheese.com . Anónimo 21:35
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terça-feira, julho 20, 2004Mickey o rato, Pluto a banda: há já muitos anos que nos divertimos com as estrambolásticas e fantabolantes aventuras de Mickey & Pluto. O primeiro é um ratinho na 3ª idade que namora há sessenta e tal anos com uma rata. O segundo é o seu fiel companheiro, o melhor amigo do rato. É um simpático cão que, por muito estranho e injusto que pareça, não possui o dom da palavra, ou seja, ao contrário de todos os seus amiguinhos animais (outros cães incluídos) não fala. Mas, como se diz, os deuses escrevem direito por linhas entortadas. O Pluto cão não falava mas agora canta. E toca. Uma banda que nasceu das cinzas dos enormes Ornatos, cujo guitarrista é Peixe e a voz é mesmo a de Manuel Cruz nunca poderia não ser uma grande banda (tão grande que, sem nenhum disco editado, actuaram corajosamente num dos palcos do SBSR). Com a data de edição do seu primeiro disco para finais deste Verão, ouve-se já por aí um single, ou algo do género, intitulado "Só mais um começo". Uma música que transborda energia, guitarras e toda a magia da voz e letra de Cruz. Parece mesmo que o gajo não sabe fazer nada mal feito (pelo menos no que à música diz respeito, que do resto nada mais sei!). Um cão divertido, uma banda que dará um forte abraço no futuro: Pluto (um nome a reter).Alexandre 23:57
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terça-feira, julho 13, 2004Música de gente crescida feita por JunioresEste mês tem sido vasto profícuo em surpresas e confrontos com os meus já instituídos gostos musicais. Não bastou ter sido saudavelmente abalroado pela obra prima que o disco de Kanye West é, um disco de (pasme-se) Hip Hop, género na direcção do qual andava de costas voltadas, e agora aterra nos meus ouvidos outra agradável e genialíssima peça de arte sonora, de (duplo pasmo) música electrónica. Mas atenção, não é um álbum qualquer. Decididamente. Desde o início, com More Than Real, que começo a desconfiar que sim senhor, decerto não é um disco normal. Chegando à última faixa, com um enorme pasmo a invadir-me o corpo, chego à divina conclusão que isto é simplesmente história, uma revolução no panorama musical actual que nunca julguei possível. Conjugar 20 anos de música pop em 10 momentos de autêntica e espantosa criatividade só foi possível graças à dupla de magos canadianos que são os Junior Boys. Algo me diz que Last Exit vai influenciar muito do que se vai gravar nos próximos anos. Orgulho-me de ter assistido ao início de uma nova e sorridente era da música eletrónica e pop. E logo na primeira fila. ![]() Anónimo 02:50
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segunda-feira, julho 05, 2004Pois é... Há quem lhe chame destino, falta de sorte ou simplesmente azar, mas o que é certo é que mais uma vez somos o país dos coitadinhos... Parece que a selecção nos dá sempre cabo do ego e da auto-estima quando estes estão mais saudáveis. Desta vez parecia tudo ganho mas AINDA não foi desta. O que vale é que já fui campeão europeu este ano senão estava capaz de furar os pneus do autocarro e queimar Alcochete! "E como se relaciona isto com a música?". Perguntam vocês. Pois, ainda não sei bem mas parece-me que a Furtado podia ter-se ficado lá pelo Canadá (e o Scolari pelo Brasil). No entanto, para secaram todas as eventuais lágrimas que possam ter jorrado sugiro que apontem o vosso aparelho auditivo para o hino No Surprises, do fantástico, mui nobre e excelentíssmo disco de 97, OK Computer dos Radiohead, porque afinal tudo isto is not a big surprise... Ouçam também a faixa Let Down do mesmo disco pois parece-me também adequada ao momento, ou será que não?Alexandre 00:32
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sexta-feira, julho 02, 2004Estrelas do Norte (não param de brilhar): continuo a descascar o álbum dos noruegueses Kings of Convenience e parece-me que é daqueles que por muito que nos esforcemos, nunca conseguiremos chegar ao fruto porque há sempre mais para descascar... Embora seja um disco variado, até com algumas incursões pela bossa nova, pelo menos 5 reflexões (das 12) de Riot on an Empty Street fazem descarrilar este Indulgente: Homesick, Cayman Islands, Surprised Ice, Gold in the Air of Summer e The Build-up. Evitando comparações, estes bacalhaus têm um grande estilo e muita qualidade nas suas composições acústicas. Sendo assim merecem sem dúvida que se dê uma vista de olhos e um piscar de orelhas ao site http://www.fs1.co.uk/ecard/kings/ onde se ouve, na totalidade, o novo álbum (aproveitem...)P.S.: Aqui na taberna temos evitado atirar-nos ao mundo futebolítico mas como já estamos na final e com a Grécia (a quem muito temos de agradecer por nos terem ganho logo no início e assim mostrar ao Lipão que tava tudo mal) a gerência atira à selecção muita sorte (e umas guitarras e baterias partidas contra o autocarro para ver se dá sorte, já que nos últimos dias há tantas rezinhas!) ;) Alexandre 01:59
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quinta-feira, julho 01, 2004Terras doces, terras com alma, com uma nova alma.I got "Selfish tendencies", e esse egoísmo acentuasse quando falamos na obra que mais recentemente exploro, "By Day, By Night" de Lizz Fields, uma diva dos campos fertéis do Nu-Soul. Este album prende qualquer pessoa com alguma sensibilidade do primeiro som até ao ultimo instante de silêncio, através da mistica do som, do jogo de palavras, das melodias, da produção, um registro que se assemelha muito ao estilo de Jill Scott, talvez com menos caracter épico e Live, mas mesmo assim muito bom. Esta semana também tenho explorado um clássico, o ano é 1971, o autor é o lendário Isaac Hayes, a obra é a banda sonora heroi Funky "Shaft", uma boa produção, uma genial produção diria, com sons bem caracteristicos Funky dos anos 60 e 70, com toda a acção que vem por arrastamento do heroi em questão Shaft .... genial. |